INGENUIDADE
(Tânia Lima)
Ela pensou que todos os prazeres já tivessem sido provados...
Todas as delícias...todos os êxtases...
Nada mais havia a ser delirado...
Nenhuma surpresa em nenhuma curva...nenhum atalho...
Enganava-se...
Ao encontrá-lo, descobriu-se!
Não que houvesse qualquer novidade na forma...tudo parecia igual...
Parecia...
No entanto, soube ela depois do primeiro toque, que há escalas de prazer...
hierarquia de arrepios...degraus de delírios...
E ele estava lá em cima...no topo...com as mãos estendidas...
E ela soube que haveria sempre um novo tom...um gemido mais agudo...um arrepio diferente...
Porque ele descobrira algo nela...
algo até então enterrado na ilusão de que já havia experimentado todo o prazer do mundo.
Ingênua!
domingo, 17 de junho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
CONSENTIMENTO
(Tânia Lima)
Deixa que eu tire tua roupa
Que eu te banhe
Que eu te seque.
Deita teu cansaço no meu colo
Deixa que eu te abrace
E te adormeça...
E povoe teus sonhos
Com música, com pés descalços
Com pernas te dando guarida.
Deixa que eu te cubra de carinho
E te observe adormecido
E, que por mais não poder conter-me,
Deixa que eu te acorde
E sopre palavras em teu ouvido
(Doces obcenidades).
Deixa que eu te deixe morto de vida.
Deixa que eu te traga claridade
E te afaste das coisas mundanas.
Deixa que eu te roube o ar
E que explore teu corpo
E que invada tua alma
E que te deixe em chamas.
Deixa!
Vais deixar?
(Tânia Lima)
Deixa que eu tire tua roupa
Que eu te banhe
Que eu te seque.
Deita teu cansaço no meu colo
Deixa que eu te abrace
E te adormeça...
E povoe teus sonhos
Com música, com pés descalços
Com pernas te dando guarida.
Deixa que eu te cubra de carinho
E te observe adormecido
E, que por mais não poder conter-me,
Deixa que eu te acorde
E sopre palavras em teu ouvido
(Doces obcenidades).
Deixa que eu te deixe morto de vida.
Deixa que eu te traga claridade
E te afaste das coisas mundanas.
Deixa que eu te roube o ar
E que explore teu corpo
E que invada tua alma
E que te deixe em chamas.
Deixa!
Vais deixar?
LUFADA
(Tania Lima)
Olho para o lado e não te encontro.
Para ver-te, só aqui dentro.
Meu peito queima quando me encosto, dentro do meu, ao peito teu
E não estares ao alcance da mão é o meu tormento.
Não sou tua sombra nem teu anjo;
Não és de mim o que não posso ter.
És o real e é quando te toco e deixo que me invada o teu ser,
Que toma a forma do amor meu pensamento.
Se estás distante o meu corpo grita, tão lancinante a dor do desvario.
Encontrar-te nas entranhas: sopro de vida;
Empurrando um mar de espuma ao caudaloso rio
A derramar-se em minhas coxas, num delirar vazio.
E quando a falta minha te apunhala a alma
E o corpo teu, ao pensar-me, é a ti aparente constrangimento,
E brota dos teus lábios mil vezes o meu nome,
Como se um ciclone te varresse tudo o mais sem o teu consentimento...
Pela causa minha e por tua causa, ansioso ficas,
Voltas num átimo, como se trazido pelo vento, sopro dos sopros,
Para seres da graça toda do mundo
O mais puro dos meus contentamentos.
Quero um lugar assim pra mim....
Onde nenhuma saudade doa muito...
Onde o sol frio do inverno me envolva e aqueça-me o coração...
Onde não haja lembrança ruim...
Um lugar com flores e palavras...
Onde nunca me canse de sonhar e planejar...
Onde meus amores me alcancem...
Onde cada pensamento seja doce como eu...
Suco de cajá geladinho...
Amigos...música...
Aconchego...
Beijo na boca...
lavanda e languidez...
Consigo tudo o que desejo.
Um dia...futuro breve...posto a foto do meu cantinho florido.
beijos
Onde nenhuma saudade doa muito...
Onde o sol frio do inverno me envolva e aqueça-me o coração...
Onde não haja lembrança ruim...
Um lugar com flores e palavras...
Onde nunca me canse de sonhar e planejar...
Onde meus amores me alcancem...
Onde cada pensamento seja doce como eu...
Suco de cajá geladinho...
Amigos...música...
Aconchego...
Beijo na boca...
lavanda e languidez...
Consigo tudo o que desejo.
Um dia...futuro breve...posto a foto do meu cantinho florido.
beijos
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